A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou uma nova revisão criminal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a condenação a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. A ação também pede a suspensão da execução da pena.
O pedido foi distribuído ao ministro Kassio Nunes Marques, que já é relator de outra revisão criminal apresentada pela defesa em maio contra a mesma condenação.
No novo pedido, os advogados citam um parecer técnico que, segundo a defesa, apontou problemas na cadeia de custódia de provas digitais, especialmente em relação ao celular de Bolsonaro. Os advogados afirmam que não foi possível verificar integralmente as informações extraídas do aparelho.
A defesa também relaciona o argumento às discussões recentes do STF sobre o volume de dados analisado no caso Master. Os advogados citam uma manifestação do ministro Alexandre de Moraes para sustentar que grandes volumes de informações exigem tempo para análise e afirmam que não houve tempo suficiente para examinar todo o material usado como prova na trama golpista.
A nova iniciativa ocorre uma semana depois de os advogados pedirem a suspensão da execução da pena e desistirem do pedido horas depois.No dia seguinte, voltaram a solicitar a medida em uma nova revisão criminal.
Em prisão domiciliar desde março
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março, por decisão de Alexandre de Moraes. A medida foi prorrogada por mais 90 dias em 3 de julho e inclui o uso de tornozeleira eletrônica.
Antes disso, o ex-presidente havia sido preso em novembro do ano passado, após uma tentativa de violar a tornozeleira que usava.
Fonte: GZH


















