Falsa indenização de mais de R$ 23 mil termina em prejuízo para moradora de Santa Maria

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Foto: Nathália Schneider (Arquivo/ Diário)

Uma moradora do Bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria, caiu em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por uma advogada e por um suposto oficial de Justiça. O caso foi registrado, na noite de segunda-feira (25), como estelionato na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).

Conforme o registro policial, a vítima recebeu mensagens por WhatsApp de um número que se identificava como sendo de sua advogada. A mulher foi informada de que havia vencido uma ação judicial e teria direito a uma indenização de R$ 23.285,71.

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Ainda segundo o relato, os golpistas solicitaram dados bancários da vítima para suposta liberação do valor. Em seguida, um segundo contato foi realizado por outro número, com foto e identificação relacionadas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O homem se apresentou como “oficial de Justiça” e pediu que a vítima escaneasse um código para concluir a transferência da indenização.

Após seguir as orientações, a mulher percebeu que R$ 391 tinham sido transferidos de sua conta. Durante o procedimento, os criminosos chegaram a pedir uma videochamada para que ela mostrasse a tela do aplicativo bancário aberta em outro celular.

Pouco depois, os suspeitos alegaram dificuldades para liberar o dinheiro e questionaram se algum vizinho teria conta bancária disponível para auxiliar na operação. Desconfiada, a vítima foi alertada por uma vizinha de que se tratava de um golpe.

A mulher, então, entrou em contato com a verdadeira advogada, que negou qualquer conversa sobre indenização ou transferência de valores.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

Como se prevenir de golpes

Nenhum oficial de Justiça entra em contato para solicitar valores. Por isso, é necessário redobrar o cuidado ao receber mensagens ou qualquer contato via WhatsApp. Confira:

  1. Ter um controle, mesmo que mínimo, sobre o andamento de seus processos: Se você tem um processo na Justiça tenha sempre anotado o número dele, como está tramitando, além de ter o contato do advogado responsável;
  2. Advogado: saber o nome do profissional que está com o seu processo e o seu contato (telefone e endereço), para diferenciar quando um número diferente fizer qualquer tipo de abordagem;
  3. Jamais fornecer dados: não passar dados bancários, muito menos realizar transferências após o pedido de um desconhecido, principalmente pelo WhatsApp;
  4. Sempre fazer o registro do boletim de ocorrência: ao perceber que se trata de um  tentativa de fraude, desligue o telefone, bloqueie o número, faça prints das abordagens e procure a polícia imediatamente.

Fonte: Diário Santa Maria 

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