O documento de identidade confirma: Dejanira Aguiar nasceu em 18 de maio de 1912, em Santo Ângelo. Na última segunda-feira, ela completou 114 anos de vida, cercada por familiares, amigos e cuidadores em uma comemoração marcada por música, churrasco e muitas histórias.
Mãe de 11 filhos, Dejanira viu a família crescer ao longo das décadas. Hoje, cinco filhos seguem vivos. A família ainda conta com 20 netos e 10 bisnetos. Sobre tataranetos, ela brinca que provavelmente tem, mas já perdeu a conta porque parte dos familiares mora longe.
Bem-humorada, ela resume sua filosofia de vida com simplicidade:
— Não adianta se incomodar por qualquer coisa. Tem que levar a vida mais na brincadeira, uma vida mais leve. E namorar bastante também. Isso faz bem pra saúde.
Apesar de não existir confirmação oficial sobre recordes de longevidade, Dejanira pode estar entre as pessoas mais velhas do Brasil.
A comemoração aconteceu no lar de idosos onde vive há pouco mais de um ano. O ambiente foi decorado especialmente para a data, com direito a músicas antigas e românticas, além de vinho, bebida que ela garante fazer parte da sua rotina há décadas.
Ao ser questionada sobre o segredo para viver tanto, a idosa compartilhou uma receita que segue até hoje:
— Tem que fazer uma gemada, bater dois ovos e tomar com vinho seco. Não pode ser vinho suave. Quando meu finado marido era vivo, nós tomava todo dia.
Mesmo aos 114 anos, Dejanira impressiona pela lucidez e pela memória. Conversa com facilidade, relembra detalhes da infância e fala sobre o cotidiano sempre com muito humor.
Ela conta que sempre teve uma alimentação simples, baseada em produtos naturais e comida da roça.
— Eu comia pepino com casca, essas coisas da roça mesmo. E gosto de carne, mas tem que ser carne gorda — brinca.
Segundo familiares, Dejanira recebe visitas praticamente todos os dias e mantém uma relação muito próxima com filhos e netos. Outro detalhe que chama atenção é a saúde: ela não faz uso contínuo de medicamentos, tomando apenas um remédio para dormir.
Entre as curiosidades da rotina, uma arrancou risos durante a comemoração. A idosa revelou que não consegue dormir de roupa, nem mesmo no inverno.
— Me dá agonia. Tiro até o cobertor — contou, aos risos.
Com 114 anos de história, Dejanira segue encantando todos ao redor com sua leveza, memória admirável e alegria de viver.
Fonte: Radar 360º, com informações de GZH.


















