ONG fundada por Manuela recebeu R$ 100 mil para podcast; caso vai ao TCU

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Foto: Reprodução

O Instituto E Se Fosse Você?, fundado pela ex-deputada Manuela D’Ávila, recebeu R$ 100 mil em recursos de uma emenda parlamentar para a produção e divulgação de cinco episódios do podcast “ElaPod – Vozes das Mulheres”. O valor representa uma média de R$ 20 mil por episódio. O caso foi levado ao Tribunal de Contas da União (TCU) pela deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que pede a apuração da aplicação dos recursos públicos.

As informações foram divulgadas pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles. Conforme a publicação, os R$ 100 mil são provenientes de uma emenda parlamentar apresentada pela deputada federal Carol Dartora (PT-PR). O recurso chegou ao instituto por meio de um convênio com o Ministério da Igualdade Racial e teria sido pago em janeiro de 2026.

O projeto previa a produção e divulgação de cinco episódios do podcast, apresentado por Manuela D’Ávila e voltado a discussões envolvendo mulheres, política e participação feminina.

O questionamento apresentado ao TCU envolve justamente a utilização de dinheiro público no projeto. Bia Kicis pede que o tribunal analise a aplicação dos recursos e aponta que Manuela, além de fundadora do instituto, é apresentadora do programa.

A representação também levanta questionamentos sobre manifestações feitas durante episódios do podcast relacionadas à candidatura de Manuela ao Senado. O argumento apresentado ao tribunal é de que deve ser verificado se houve eventual utilização de recursos públicos em conteúdo que possa ter beneficiado politicamente a pré-candidata.

Até o momento, porém, o caso representa um pedido de apuração. Não há decisão do TCU reconhecendo irregularidade na utilização dos R$ 100 mil.

Manuela D’Ávila se manifestou após a divulgação da reportagem e contestou os questionamentos. Ela afirmou que o Instituto E Se Fosse Você? não havia recebido notificação do Tribunal de Contas da União e declarou estar afastada das atividades da organização em razão da disputa eleitoral.

Segundo Manuela, o “ElaPod” é um projeto dedicado à discussão sobre mulheres e política e recebe convidadas com diferentes posicionamentos ideológicos. Ela também afirmou que o podcast não foi criado com finalidade eleitoral para 2026.

A ex-deputada sustentou ainda que o instituto é mantido basicamente com recursos próprios e rebateu a interpretação de que o projeto financiado com a emenda parlamentar teria sido utilizado para promover sua candidatura.

Agora, caberá ao TCU analisar a representação apresentada e decidir se existem elementos para avançar na apuração sobre a destinação e a utilização dos recursos públicos destinados ao projeto.

Fonte: SB News | Com informações do Porto Alegre 24 Horas 

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