O deputado federal Paulo Pimenta (PT) e o ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto (PT), estão entre os principais nomes gaúchos cotados para integrar o primeiro escalão do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terá início em janeiro de 2027. Apesar das articulações, a avaliação de aliados é de que o Rio Grande do Sul poderá ocupar apenas um ministério na nova gestão.
As informações foram publicadas neste sábado (31) pelo jornal Zero Hora, em reportagem de Carlos Rollsing. Segundo a publicação, Lula ainda não iniciou oficialmente a definição da equipe ministerial, mas integrantes do PT já discutem possíveis indicações para os cargos. GZH +1
Paulo Pimenta aparece entre os principais nomes
Atual líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta é apontado por integrantes do PT como um dos possíveis escolhidos para assumir um ministério. A proximidade política e pessoal com Lula é considerada um dos fatores que favorecem seu nome nas articulações.
Entre as possibilidades está a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo federal com o Congresso Nacional. Outra alternativa seria assumir uma pasta voltada à execução de investimentos públicos.
Pimenta disputou uma vaga no Senado nas eleições de 2026, mas terminou em quarto lugar e ficará sem mandato parlamentar a partir do próximo ano.
Durante o terceiro governo Lula, o deputado comandou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência e o Ministério Extraordinário da Reconstrução do Rio Grande do Sul, criado após as enchentes de 2024.
Por outro lado, avaliações internas sobre sua atuação na Comunicação e o desempenho eleitoral de Lula em municípios beneficiados por recursos da reconstrução são apontados como obstáculos a uma eventual indicação.
Edegar Pretto é lembrado para o Desenvolvimento Agrário
Outro nome considerado nas articulações é Edegar Pretto, ex-presidente da Conab e candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul na chapa de Juliana Brizola (PDT), derrotada na disputa pelo Palácio Piratini.
Pretto é citado como possível indicado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, área com a qual mantém ligação política e profissional.
Um dos fatores considerados favoráveis ao petista é a decisão de abrir mão da candidatura própria ao governo estadual para integrar a chapa liderada pelo PDT. A composição foi articulada com participação de Lula, dentro da estratégia de alianças para as eleições de 2026.
Segundo avaliações de integrantes do partido relatadas por GZH, a participação de Pretto na campanha, mesmo após deixar a condição de candidato ao governo, pode ser considerada nas futuras decisões do presidente.
Caso não seja escolhido para um ministério, uma das possibilidades discutidas é seu retorno à presidência da Conab.
Outros gaúchos também aparecem nas articulações
O atual secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares dos Santos (PT), também é mencionado nas discussões sobre a formação do novo governo.
Entre as possibilidades estão sua permanência na função ou uma eventual indicação para a chefia de gabinete da Presidência da República. Tavares participou da organização da agenda de Lula durante a campanha eleitoral.
Já a ex-deputada federal Manuela d’Ávila (PSOL), que terminou em terceiro lugar na disputa pelo Senado, não aparece, neste momento, como uma indicação provável para o primeiro escalão.
A possibilidade de sua participação depende também das decisões do PSOL sobre a indicação de representantes ao governo federal. Manuela é apontada como possível candidata à prefeitura de Porto Alegre em 2028.
Juliana Brizola, por sua vez, é mencionada nas avaliações sobre eventuais cargos no segundo escalão, embora uma indicação dependa de negociações internas do PDT.
Espaço para gaúchos pode ser menor do que em governos anteriores
A possível presença de apenas um representante gaúcho no primeiro escalão contrasta com o início do primeiro mandato de Lula, em 2003, quando cinco lideranças ligadas ao PT do Rio Grande do Sul integraram a estrutura ministerial.
Na época, nomes como Olívio Dutra, Dilma Rousseff, Miguel Rossetto, Tarso Genro e Emília Fernandes ocuparam funções no governo federal.
Para o próximo mandato, a necessidade de acomodar representantes de diferentes partidos e regiões do país é apontada como um dos fatores que podem limitar a participação gaúcha.
O presidente também precisará negociar espaços com legendas que terão participação importante na composição de sua base de apoio no Congresso Nacional.
Até o momento, nenhuma das possíveis indicações foi confirmada oficialmente. A definição dos futuros ministros dependerá das negociações políticas e das decisões de Lula sobre a composição da equipe que assumirá em 2027.
Fonte: Site Sb News | Com informações de GZH/Zero Hora.

















