“Tenho que estar fora?”: Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o Brasil antes de ser preso

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Foto: Reprodução

 

Novas informações divulgadas nesta terça-feira (1º de setembro) colocaram no centro das atenções a relação entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo faz parte de um relatório da Polícia Federal que veio a público após o ministro André Mendonça retirar o sigilo do processo. Entre as mensagens recuperadas está uma em que Vorcaro pergunta a Moraes, dois dias antes de sua prisão, se deveria deixar o Brasil.

“Acha que segunda já tenho que estar fora?”, escreveu Vorcaro em 15 de novembro de 2025. As mensagens foram encontradas pela PF durante a análise do celular do banqueiro e fazem parte das investigações relacionadas à Operação Compliance Zero.

O material mostra que, nos dias que antecederam a prisão, Vorcaro procurou Moraes diversas vezes. Em outras mensagens, questionou sobre o andamento do caso, perguntou se seria possível fazer algo e buscou informações sobre possíveis medidas contra ele. A PF identificou um padrão no qual Vorcaro escrevia textos no aplicativo Notas do iPhone, fazia capturas de tela e enviava as imagens pelo WhatsApp em modo de visualização única.

O relatório também reúne registros que indicam encontros entre Vorcaro e Moraes ao longo de 2024 e 2025. Segundo a PF, foram identificadas referências a pelo menos seis encontros. Parte desses contatos teria sido inicialmente intermediada pelo ex-ministro das Comunicações Fábio Faria.

Outro ponto revelado envolve o contrato de aproximadamente R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Metadados de um arquivo encontrado no celular de Vorcaro indicam que Moraes fez edições em uma minuta do contrato antes da assinatura. O escritório afirmou que o ministro foi consultado pelo setor de compliance para verificar a existência de eventuais impedimentos legais à contratação.

Nesta terça-feira, André Mendonça retirou o sigilo do material e defendeu que as informações relacionadas a Moraes sejam analisadas pelo plenário do Supremo. O ministro também encaminhou o relatório à Procuradoria-Geral da República para manifestação.

A Polícia Federal ressalva que a análise do material não é exaustiva e poderá sofrer alterações conforme o aprofundamento das investigações. Os documentos divulgados também não demonstram, por si só, que todos os pedidos feitos por Vorcaro tenham sido atendidos.

Fonte: SB News 

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