Um relato publicado nas redes sociais nesta semana reacendeu o debate sobre respeito e valorização dos artistas de rua em São Borja. O desabafo veio do malabarista Felipe Escobar, que atua há quase cinco anos na cidade e relatou ter sido alvo de preconceito por parte de uma lojista local.
Segundo Felipe, a comerciante teria associado a sujeira em frente ao seu estabelecimento ao grupo de artistas que se apresenta na região. A acusação motivou uma resposta pública em forma de crônica, na qual ele compartilha sua trajetória de vida.
Natural de outra cidade, Felipe chegou a São Borja durante a pandemia, com uma mochila nas costas e o sonho de cursar Ciências Políticas na Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Sem moradia e apoio, encontrou nos artistas de rua acolhimento, aprendendo o malabarismo como meio de sustento.
“Aprendi na prática que arte de rua é trabalho. É técnica, dedicação e respeito”, escreveu. Com o tempo, passou a pagar aluguel, se sustentar com dignidade e construir uma nova vida na cidade. Atualmente, está prestes a concluir a graduação, é agente territorial de cultura pelo Ministério da Cultura e possui obras audiovisuais premiadas.
No texto, ele também reforça que nem todo artista de rua está em situação de vulnerabilidade e que muitos atuam com responsabilidade, buscando harmonia com o comércio e os moradores. “Não estamos pedindo esmola — estamos apresentando um espetáculo breve, feito de coragem, equilíbrio e humanidade”, destaca.
O relato, que termina com a frase “Muito obrigado! Deus te abençoe”, emocionou dezenas de internautas e gerou manifestações de apoio à causa dos artistas de rua. A publicação ainda não teve resposta pública da comerciante mencionada.
Fonte: Site SB News


















