O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (17) o decreto que reajusta em 15,04% os valores do Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo pago às famílias passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio deve subir de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores terão efeito financeiro a partir de 1º de outubro.
O reajuste, segundo o governo federal, corresponde à inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. A medida busca recompor o poder de compra dos beneficiários, já que os valores do atual modelo do programa não eram corrigidos desde 2023.
Também serão reajustados os benefícios adicionais do programa. O Benefício de Renda de Cidadania passa para R$ 164 por integrante da família, o Benefício Primeira Infância sobe para R$ 173 e o Benefício Variável Familiar passa para R$ 58.
Segundo o Ministério do Planejamento, a correção deve representar impacto de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. O governo afirma que a despesa será acomodada dentro do espaço fiscal previsto.
O anúncio ocorre a poucas semanas do primeiro turno das eleições de 2026. A Advocacia-Geral da União sustenta que a correção pela inflação não viola as restrições previstas na legislação eleitoral, por se tratar de um programa permanente e sem mudança nos critérios de acesso.
Fonte: SB News


















